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Reforma Tributária: por que sua empresa precisa revisar a precificação antes de 2027

Por GB Lanza Contábil

8 de setembro de 2026

A Reforma Tributária pode impactar custos, margens e preços. Entenda por que revisar a precificação antes de 2027 é uma decisão estratégica.

Seu preço pode estar certo hoje e errado amanhã

Existe uma pergunta que muitos empresários fazem quando pensam na Reforma Tributária:

“Vou precisar aumentar meus preços?”

Mas talvez essa não seja a pergunta mais importante.

A pergunta deveria ser:

“Minha empresa sabe exatamente quanto precisa cobrar para continuar sendo lucrativa?”

A transição para o novo sistema tributário não deve ser analisada apenas pelo impacto na guia de impostos.

Ela pode exigir uma revisão mais ampla da operação, envolvendo custos, margem, fornecedores, clientes, contratos e formação de preços.

E quanto mais a empresa esperar para fazer essa conta, menor será sua capacidade de tomar decisões com tranquilidade.

Faturamento não é sinônimo de rentabilidade

Uma empresa pode vender mais e, ainda assim, ganhar menos.

Isso acontece quando o crescimento do faturamento não acompanha a evolução dos custos e da margem.

Imagine uma empresa que aumenta suas vendas, mas mantém preços sem considerar:

  • custos crescentes;
  • despesas operacionais;
  • impostos;
  • comissões;
  • logística;
  • condições comerciais;
  • prazo de recebimento;
  • margem desejada.

O faturamento cresce.

Mas o lucro não necessariamente acompanha.

É por isso que a precificação precisa deixar de ser tratada apenas como uma questão comercial.

Preço é uma decisão financeira e estratégica.

A Reforma Tributária aumenta a importância dessa análise

A Reforma Tributária do Consumo está introduzindo mudanças relevantes na estrutura de tributação.

No caso do Simples Nacional, as novas regras incorporam IBS e CBS ao regime e também permitem, em determinadas situações, a opção pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular. 

Isso significa que diferentes modelos de negócio podem sentir os efeitos da transição de maneiras diferentes.

Uma empresa não deve simplesmente copiar a estratégia tributária do concorrente.

O que funciona para ele pode não funcionar para você.

A composição da carteira de clientes, a cadeia de fornecedores e a estrutura de custos fazem diferença.

O perigo de precificar olhando apenas para o concorrente

“Meu concorrente cobra R$100.”

Essa informação pode ser útil.

Mas não é suficiente para definir o preço da sua empresa.

Porque você não conhece necessariamente:

  • o custo dele;
  • a margem dele;
  • o regime tributário dele;
  • a estrutura operacional dele;
  • as condições comerciais que ele pratica;
  • o custo financeiro dele.

Copiar preço sem conhecer a própria estrutura pode transformar uma venda aparentemente boa em uma operação pouco rentável.

Preço de mercado não é necessariamente preço saudável.

Margem precisa entrar no centro da decisão

O empresário precisa saber quanto efetivamente sobra depois que todos os custos relevantes são considerados.

Por isso, alguns indicadores merecem acompanhamento constante:

Margem de contribuição

Quanto cada venda contribui para pagar os custos fixos e gerar resultado.

Margem líquida

Quanto realmente sobra depois de considerar os principais custos e despesas da operação.

Ponto de equilíbrio

Quanto a empresa precisa vender para cobrir sua estrutura.

Custo de aquisição

Quanto custa conquistar e manter um cliente.

Prazo médio de recebimento

Quanto tempo leva para o dinheiro das vendas chegar efetivamente ao caixa.

Esses indicadores ajudam a responder uma pergunta simples, mas decisiva:

“Estamos crescendo com rentabilidade?”

A cadeia de fornecedores também importa

Um dos pontos que merece atenção durante a transição tributária é a relação entre empresas dentro da cadeia.

A forma como uma empresa compra e vende pode influenciar sua dinâmica tributária e financeira.

Por isso, não basta olhar apenas para o imposto da própria empresa.

É preciso entender o ecossistema.

Quem são meus fornecedores?

Quem são meus clientes?

Como a tributação impacta essas relações?

Existe possibilidade de aproveitamento de créditos?

Como isso pode afetar o preço final?

Essas perguntas precisam entrar no planejamento.

 

Esperar 2027 pode ser um erro

Existe uma tendência natural de deixar mudanças futuras para depois.

“Quando chegar, a gente vê.”

Para uma empresa, esse pensamento pode custar caro.

Porque decisões importantes não são tomadas em um dia.

Revisar preços exige levantar dados.

Revisar contratos exige negociação.

Reavaliar fornecedores exige análise.

Alterar processos exige treinamento.

E entender o impacto tributário exige simulação.

Quanto antes a empresa começar, maior será sua capacidade de escolher.

O que sua empresa pode começar a fazer agora?

Antes de 2027, vale construir um diagnóstico.

1. Mapeie seus produtos e serviços

Identifique o que realmente gera margem.

2. Revise seus custos

Não olhe apenas para os custos mais evidentes. Pequenos gastos recorrentes também podem comprometer a rentabilidade.

3. Analise sua margem

Descubra quais produtos ou serviços contribuem mais para o resultado.

4. Conheça sua cadeia

Avalie fornecedores, clientes e relações comerciais.

5. Simule cenários

Não trabalhe com uma única hipótese.

Compare diferentes possibilidades e seus impactos.

6. Revise sua política de preços

Preço não deve ser definido apenas pelo mercado.

Ele precisa sustentar a operação.

Contabilidade também é ferramenta de decisão

Durante muito tempo, a contabilidade foi vista como uma área responsável principalmente por obrigações fiscais, folhas e declarações.

Esse modelo é insuficiente para uma empresa que quer crescer.

Em um cenário de transformação tributária, o contador precisa ajudar o empresário a responder perguntas como:

Qual é a minha margem?

Qual é o impacto tributário da minha operação?

Meu preço está correto?

Qual cenário é mais sustentável?

O crescimento está gerando resultado?

É aqui que entra a contabilidade consultiva.

Não basta olhar para o que aconteceu.

É preciso usar os dados para ajudar a decidir o que fazer a seguir.

Sua empresa não precisa esperar 2027 para descobrir o impacto

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança na forma de calcular impostos.

Para o empresário, ela pode representar uma oportunidade de revisar processos, preços, margens e estratégias antes que as mudanças estejam totalmente incorporadas à rotina.

Quem deixa para calcular depois, decide sob pressão.

Quem começa agora, pode simular cenários, corrigir rotas e proteger sua margem.

A GB Lanza acredita que a contabilidade não deve apenas registrar o passado.

Ela precisa ajudar a construir o próximo passo da empresa.