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Ganhei dinheiro com criptomoedas. Preciso declarar no IR?

Com a crescente popularidade das criptomoedas, como Bitcoin, Ethereum e outras, muitos contribuintes têm dúvidas sobre como declarar esses ativos no Imposto de Renda. A Receita Federal já trata as criptomoedas como bens sujeitos à tributação e exige a sua declaração em determinadas condições.

Se você comprou, vendeu ou realizou qualquer operação com cripto ativos, mesmo que em pequenas quantias, precisa entender as regras aplicáveis. A Receita considera que a venda de criptomoedas com lucro está sujeita ao pagamento de imposto de renda, especialmente se os valores ultrapassarem R$35 mil em um mês.

Além disso, a posse de criptomoedas acima de R$5 mil deve ser informada na ficha de bens e direitos da sua declaração anual. É importante informar a quantidade, o tipo de ativo, a corretora usada e o custo de aquisição. Negligenciar essas informações pode levar à malha fina ou autuações.

Com as mudanças recentes, a Receita Federal vem exigindo mais detalhes sobre cripto ativos, incluindo data de aquisição e alienação, forma de custódia e o valor de mercado. Por isso, o acompanhamento de um contador é essencial para evitar erros e garantir que sua declaração esteja completa e em conformidade com a legislação.

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Espólio e Imposto de Renda: o que fazer quando um ente querido falece

O falecimento de um familiar traz consigo uma série de obrigações legais e tributárias. Uma delas é a entrega da Declaração Final de Espólio, que encerra formalmente a vida fiscal da pessoa falecida junto à Receita Federal. Esse processo é obrigatório e deve ser feito com atenção para evitar multas e pendências que possam comprometer o inventário e a partilha dos bens.

A Declaração Final de Espólio é feita após a conclusão do inventário, seja judicial ou extrajudicial. Nela, são informados todos os rendimentos, bens e direitos da pessoa falecida, além da apuração dos impostos devidos até a data do falecimento. A responsabilidade pela entrega da declaração é do inventariante, normalmente nomeado em cartório ou judicialmente.

Se o processo de inventário for longo, pode ser necessário apresentar declarações intermediárias. Essas declarações demonstram a movimentação patrimonial ocorrida durante o período entre o falecimento e a finalização do inventário. Ao final, a Declaração Final é o documento que efetivamente regulariza a situação tributária, permitindo que os bens sejam transmitidos aos herdeiros.

Não entregar essa declaração pode acarretar problemas sérios, como a incidência de multas, bloqueio de bens e entraves judiciais. Além disso, o CPF do falecido permanece ativo até a entrega da declaração, podendo gerar complicações no acesso a contas, aposentadorias ou seguros.

Para garantir que tudo seja feito de forma correta e sem surpresas, é fundamental contar com o suporte de uma equipe contábil experiente, que compreenda a legislação aplicável e atue com sensibilidade em um momento tão delicado.

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Transações via PIX agora devem ser declaradas no IR? Entenda o que muda

O Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) está passando por mudanças importantes, e uma das novidades para 2025 é a inclusão das transações via PIX como parte da análise da Receita Federal. Essa atualização reflete a crescente utilização do sistema de pagamentos instantâneos como ferramenta de movimentação financeira, especialmente entre profissionais liberais e autônomos.

Na prática, significa que quem recebe pagamentos via PIX, mesmo que em contas pessoais, deve estar atento à correta inclusão desses valores na declaração do IR.

O Fisco passou a considerar esses dados como base para cruzamento de informações, o que aumenta significativamente o risco de inconsistência para quem não realiza os devidos registros.

Se você, por exemplo, presta serviços como autônomo e recebe pagamentos por PIX, é fundamental manter um controle organizado dos recebimentos. Esses valores devem ser compatíveis com os rendimentos declarados. Caso contrário, pode haver retenção na malha fina, cobrança retroativa de tributos e até penalidades por omissão de informações.

O apoio contábil se torna essencial nesse contexto. Um contador especializado pode orientar sobre como organizar os registros, utilizar o livro-caixa quando aplicável e garantir que os dados declarados estejam em conformidade com os critérios exigidos pela Receita. Essa é a melhor forma de declarar com tranquilidade e evitar surpresas desagradáveis no futuro.

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